Fake News. Você sabe o que é? Como reconhecer?

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O que é Fake News?

Fake News ou Notícias Falsas são informações falsas que servem apenas para enganar, criar polêmica sobre um determinado assunto, pessoa, situação e etc.
Como o assunto costuma ser muito apelativo, elas são disseminadas muito rapidamente, e dependendo do assunto, ela pode correr o mundo em questão de horas.

Hoje em dia os Fake News são espalhados principalmente via WhatsApp, e como o compartilhamento é muito fácil, muitos apenas compartilham sem procurar pela veracidade do assunto, causa e etc.

Como identificar uma Fake News.

Quando receber uma notícia, procure ler por inteiro o seu conteúdo, caso seja uma foto ou vídeo, pesquise na internet, veja se o vídeo e o assunto referente é do seu país, cidade, bairro e etc.
Verifique os erros gramaticais, confira a origem do site, veja se a matéria tem um autor, se o site é confiável, pesquise a mesma notícia em outros sites, veja se a notícia é atual.

Evite compartilhar conteúdo que você não pode verificar a autenticidade, mesmo que tenha recebido de um amigo ou parente, pois o mesmo acaba compartilhando sem saber se é verdade ou não.

Um assunto muito apelativo hoje em dia, são compartilhamento com fotos de crianças com graves doenças, acidentes automobilísticos e aéreos, e muito mais.

Sites para identificar se a notícia é falsa ou verdadeira

  1. O Fato ou Fake (g1.globo.com/fato-ou-fake) é uma iniciativa do Grupo Globo para verificar conteúdo suspeito nas notícias mais compartilhadas da internet. A apuração é feita em conjunto por jornalistas da CBN, Época, Extra, G1, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico.
  2. O Comprova (projetocomprova.com.br) é um projeto de checagem de fatos que conta com o trabalho em equipe de jornalistas de 24 diferentes veículos. O foco da plataforma são as informações “enganosas, inventadas e deliberadamente falsas” compartilhadas durante as eleições brasileiras em 2018. A ideia é checar declarações, especulações e rumores que ganham projeção na internet. O trabalho envolve a apuração de textos, vídeos, imagens e gráficos. A rede de parceiros do Comprova inclui veículos como Exame, Folha de S. Paulo, Nexo, Nova Escola, Estadão, Uol e Veja. Usuários podem enviar denúncias via Facebook, Twitter ou pelo número (11) 97795-0022 no WhatsApp.
  3. O Truco é uma iniciativa de checagem de fatos da Agência Pública (apublica.org), agência de jornalismo investigativo fundada por mulheres em 2011. A instituição não tem fins lucrativos e traz reportagens sobre aspectos da administração pública, com foco na defesa dos direitos humanos. A agência escolhe frases para checagem a partir das declarações de figuras públicas e de boatos que circulam sobre temas eleitorais. Após análise das fontes, informações são classificadas em sete categorias diferentes: verdadeiro, sem contexto, discutível, exagerado, subestimado, impossível provar e falso.
  4. Aos Fatos (aosfatos.org) é uma agência especializada na checagem de fatos também membro da IFCN e contratada pelo Facebook. Os jornalistas identificam informações públicas de acordo com a relevância e trabalham para verificar as fontes originais e classificar em sete categorias: verdadeiro, impreciso, exagerado, distorcido, contraditório, insustentável e falso. A agência aceita denúncias no Facebook e Twitter por meios de posts marcados com a hashtag #vamosaosfatos. É possível também enviar matérias diretamente pelo site ou pelo WhatsApp, no telefone (21) 99956-5882.
  5. Fake Check – Detector de Fake News (nilc-fakenews.herokuapp.com) é uma plataforma criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para checar notícias falsas. Ao contrário de agências jornalísticas, a iniciativa envolve o uso de tecnologia para analisar características da escrita para determinar se um texto é verdadeiro ou não. O sistema funciona na web e em um bot do WhatsApp no número (16) 98112-8986.
  6. Boatos (www.boatos.org) é um site criado pelo jornalista Edgard Matsuki em 2013. Seu objetivo é publicar verificações de notícias populares na web. Inicialmente focada em boatos com viés de curiosidade, a plataforma foi se tornando, aos poucos, também em um serviço voltado para o que ficou conhecido como fake news. O trabalho é realizado por uma equipe pequena de jornalistas: apenas quatro profissionais, incluindo o próprio Edgar. As sugestões de notícias para checagem costumam surgir na área de comentários de posts do site. Em geral, usuários enviam solicitações com links de algo suspeito para recomendar a verificação.
  7. E-Farsas (www.e-farsas.com) é o mais antigo serviço de verificação de notícias falsas, lançado em 2001. Segundo o portal, a iniciativa surgiu “com a intenção de usar a própria internet para desmistificar as histórias que nela circulam”. Muitos boatos que se popularizaram em listas de e-mail e caixas de comentários na internet foram desvendados pelo E-Farsas muito antes do fenômeno das fake news. No entanto, apesar do sucesso, a plataforma se mantém até hoje com a equipe mais enxuta de todas as opções da lista. Uma só pessoa, o ex-pedreiro e hoje Analista de Sistemas, Gilmar Lopes, é responsável por investigar os fatos e publicar os posts com eventuais desmentidos. Sugestões de checagem são enviadas por meio da área de contato do site.

Divulgar uma Fake News, é crime? Qual a penalidade?

Para ser considerada Fake News, não é preciso conter um conteúdo mentiroso do início ao fim. Muitas às vezes, até mesmo agências de notícias distorcem suas mensagens de uma forma que causa ‘dupla interpretação’ ou que simplesmente, aumentam fatos para atraírem mais leitores, atitude essa que é extremamente errada! Empresas que se sujeitam a esse tipo de estratégia falha para chamarem atenção, podem comprometer a credibilidade de seus serviços para sempre… isso sem falar dos riscos de lidar com os tão famosos processos.

Não é errado dizer que divulgar notícia falsa é crime; porém, não é certo dizer que é crime. Por quê? Porque não há nenhuma Lei no Brasil que reconheça esse tipo de atitude como um ato ilícito, mas existem leis que punem atos criminosos que podem acontecer durante a criação desse tipo de conteúdo. O Congresso já recebeu diversos Projetos de Lei para avaliação, mas, por enquanto, nenhum desses foi efetivado e a alegação é que se fossem reconhecidos poderiam restringir a liberdade de expressão. Dois exemplos de PL reunidos pelo Estadão para tornar notícia falsa crime, estão:

  • PL 7.604/2017, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) – punir com multa de R$50 milhões os provedores que não apagassem em até 24 horas a fake news;   
  • PL 9.931/2018, de Erika Kokay (PT-DF) – punir com 1 ano de detenção o responsável pela notícia falsa.

Quem cria a notícia falsa, no entanto, se expõe a outros atos infracionais, que podem envolver calúnia, danos morais, crime contra a honra, apologia ao crime, dentre outros. E, tanto quem cria como a pessoa que está enviando a mensagem a outros, pode ser processado.

Épocas de eleição são períodos marcados por fake news e dentre os principais replicadores dessas notícias mentirosas, estão os grupos familiares em redes sociais, como o WhatsApp. Esse dado foi levantado num estudo do Monitor de Debate Político no Meio Digital, órgão da Universidade de São Paulo (USP), publicado pelo Canaltech. No estudo, foram pesquisados 1.145 usuários da plataforma social.

Assim, é fundamental estar atento às notícias encontradas, especialmente, online. As dicas para se blindar de conteúdos desse teor, incluem sempre verificar a fonte que está compartilhando a notícia – quanto mais antenada for a pessoa que compartilha, menor a chance da mensagem ser falsa -, e pesquisar mais sobre o assunto e em quais os portais de notícia que estão expostas (lembrando que tem muita fonte jornalística que distorce a notícia) antes de enviar a outros. Não existe atalho: a única forma de combater fake news é com informação!    

Texto “Divulgar uma Fake News, é crime? Qual a penalidade?” retirado do site EPD Online.
Link: http://blog.epdonline.com.br/curiosidades/fake-news-divulgar-noticias-falsas-e-crime/